Permanecer é revolucionar
a jornada das mulheres na tecnologia
DOI:
https://doi.org/10.26853/Refas_ISSN-2359-182X_v12n05_03Palavras-chave:
Mulheres na tecnologia, Liderança feminina, Igualdade de gênero, Mercado de trabalho, InovaçãoResumo
O ingresso e a permanência das mulheres no setor tecnológico têm sido historicamente marcados por processos de invisibilização, estereótipos de gênero e assimetrias estruturais no mercado de trabalho (Rossiter, 1993; Schiebinger, 1999). Este artigo discute a trajetória feminina na tecnologia a partir de uma reflexão teórico-analítica sobre as barreiras enfrentadas e as transformações recentes, que reposicionam as mulheres como protagonistas em áreas estratégicas, como inovação, segurança da informação, governança e liderança técnica. Com base em revisão bibliográfica e em perspectivas contemporâneas sobre divisão sexual do trabalho, carga mental, interseccionalidade e modelos emergentes de gestão, analisa-se como a maternidade, a sobrecarga de jornadas e a rigidez organizacional impactam a presença feminina em cargos de decisão. Os resultados evidenciam que, apesar dos avanços em representatividade e liderança, persistem desafios relacionados à cultura corporativa, à precarização da autonomia no trabalho e à insuficiência de políticas institucionais de equidade. Argumenta-se que a ampliação da participação feminina não pode ser compreendida apenas como ocupação de espaço, mas também como permanência qualificada e sustentada, ancorada em condições reais de produtividade, reconhecimento e ascensão. Conclui-se que promover a liderança feminina na tecnologia demanda não apenas iniciativas de inclusão, mas também mudanças estruturais que valorizem múltiplas jornadas, flexibilização produtiva e modelos de gestão alinhados à diversidade.
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